Penso em te confessar todo o meu desejo, só penso. Penso também
em te negar em mim, mas negar o que é voraz é negar também a essência. É intrínseco,
reflete em meus olhos, como eu te olho. Olho-te quando não está olhando, quando
sorri, quando se cala, quando paira teu olhar longe, quando despercebidamente segura a pontinha da orelha ou brinca com o colar. Eu só não te olho quando
não te alcanço, triste é não te alcançar.
A dialética dos nossos corpos surpreende e contrariando nossas lutas eu deixaria você privatizar o meu corpo, monopolizar a minha alma e individualizar o meu coração. Espiritualmente não consigo e nem posso negar, tudo acontece e tudo há de acontecer. Ando construindo um baú de palavras e afetos e na votação democrática da paixão as pesquisas afirmam que a chave do meu baú é tua, ele será aberto por ti. Eu espero.
Rio das Ostras - RJ
14/10/2014
A dialética dos nossos corpos surpreende e contrariando nossas lutas eu deixaria você privatizar o meu corpo, monopolizar a minha alma e individualizar o meu coração. Espiritualmente não consigo e nem posso negar, tudo acontece e tudo há de acontecer. Ando construindo um baú de palavras e afetos e na votação democrática da paixão as pesquisas afirmam que a chave do meu baú é tua, ele será aberto por ti. Eu espero.
Rio das Ostras - RJ
14/10/2014
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